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6 de abril de 2026

A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE COMO EIXO ESTRUTURANTE NA ENFERMAGEM ESTÉTICA

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Dra. Juliana Martins Ferreira

A área da saúde tem vivenciado uma importante transformação, marcada pela valorização da experiência do paciente como um dos principais indicadores de qualidade assistencial. Mais do que resultados clínicos isolados, busca-se compreender como os indivíduos vivenciam o cuidado ao longo de toda a sua jornada, considerando aspectos como comunicação, acolhimento, segurança e continuidade do atendimento. Nesse contexto, a estética em saúde amplia seu olhar para além das intervenções técnicas, incorporando uma abordagem centrada na pessoa.


A enfermagem estética insere-se de forma estratégica nesse cenário. Amparado por regulamentações específicas e por uma formação que integra conhecimento científico, habilidade técnica e cuidado integral, o enfermeiro esteta atua na construção de uma assistência qualificada, na qual a experiência do paciente se estabelece como eixo estruturante da prática.


De acordo com o The Beryl Institute, a experiência do paciente corresponde à soma de todas as interações que influenciam sua percepção ao longo da jornada de cuidado. Esse conceito desloca o foco do procedimento isolado para o conjunto de vivências envolvidas no atendimento. Na estética, isso se torna ainda mais relevante, uma vez que os resultados dependem não apenas da técnica, mas também da forma como o paciente é acolhido, orientado e acompanhado.


É fundamental diferenciar experiência de satisfação. Enquanto a satisfação está relacionada às expectativas individuais, a experiência refere-se à avaliação concreta da qualidade do cuidado, incluindo comunicação, respeito, escuta e continuidade do atendimento. Essa distinção reforça a necessidade de estruturar processos consistentes ao longo de toda a jornada do paciente.


Na prática, a experiência inicia-se no primeiro contato, por meio de um acolhimento adequado, comunicação clara e acessibilidade ao serviço. A avaliação clínica conduzida pelo enfermeiro esteta permite compreender as necessidades individuais e direcionar um plano terapêutico personalizado. Ao longo do tratamento, a comunicação efetiva e o alinhamento de expectativas são essenciais para promover adesão e fortalecer a relação de confiança.


A continuidade do cuidado também se destaca como elemento central. O acompanhamento pós-procedimento, com orientações adequadas e suporte ao paciente, contribui para segurança, melhores resultados e maior vínculo com o profissional.


Dessa forma, a experiência do paciente consolida-se como componente essencial da qualidade assistencial. Na enfermagem estética, incorporá-la à prática representa um avanço na forma de cuidar, permitindo uma atuação mais organizada, individualizada e centrada na pessoa, com impacto direto na percepção do paciente e nos resultados alcançados.


Dra. Juliana Martins Ferreira

  • Enfermeira Esteta

  • Pós - Doutora em Enfermagem pela UFSC

  • Doutora em Enfermagem pela UFSC

  • Mestre em Enfermagem pela UFSC

  • Presidente da SOBENFeE Regional Santa Catarina

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